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Aberta submissão de artigos: Fluxo contínuo

2018-12-04

A “veredas – Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas” está aberta o ano todo para submissão de Artigos em todas as áreas do conhecimento das ciências humanas. Visa oferecer uma visão abrangente e multidisciplinar para os fenômenos que ocupam e direcionam a agenda contemporânea.  Neste sentido, serão bem vindas contribuições originais com temática interdisciplinar que dialoguem com as questões de Gênero e Identidade, com as mutações comportamentais dos jovens na sociedade de consumo e com as diversas visões de educação e meio ambiente em que vive o homem moderno.

 

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Edição Atual

v. 5 n. 9 (2022): Veredas - Revista Interdisciplinar de Humanidades

Prezados leitores,

É com muita satisfação que apresentamos esta edição da Veredas - Revista Interdisciplinar de Humanidades -, com o intuito de construir um espaço profícuo para reflexões sobre temas relevantes das Ciências Humanas. A edição apresenta textos que abrem possibilidades de tecermos respostas para problemáticas candentes em nosso tempo, tais como a pandemia da covid-19, potenciais de inovação na educação, identidades, novos conceitos de família, desafios da inclusão, importância do reconhecimento de patrimônios materiais e imateriais.
O primeiro artigo “Notas comunicativas de uma liderança do clã “lagarta”, dos indígenas Sateré-Mawé/AM, sobre a covid-19”, de Renan Albuquerque e Flávia Roberta Busarello, apresenta, a partir de diálogo com liderança indígena da Amazônia Central e de estudo qualitativo, interpretações sobre a pandemia. Constata-se que, apesar da inoperância do Estado brasileiro, revela-se uma estratégia própria de mitigação à covid-19, o que torna clara a autonomia e o poder de decisão dos povos originários amazônicos.
O segundo trabalho, “Perfil empreendedor do graduando em Biotecnologia: uma revisão integrativa”, autoria de Haroldo Ferreira Araujo e Marcio Luiz dos Santos, enfatiza a relevância das instituições de ensino e centros de pesquisa como atores no processo de inovação e de formação de mão-de-obra, contribuindo para o desenvolvimento conjunto com empresas e instituições.
O texto subsequente, “O Lugar na constituição do sujeito educador ambiental”, de Sabrina Meirelles Macedo, Narjara Mendes Garcia, Cláudia da Silva Cousin, traz reflexões sobre a relevância do Lugar como elemento constitutivo dos sujeitos em seus processos de construção das identidades e na constituição de experiências educativas ambientalmente sustentáveis.
O estudo “Ensino de matemática e a formação cidadã na cidade de Quelimane-moçambique”, de Mirian Célia Castellain Guebert e Luis Cinecio Ramiirez Tang, em uma abordagem qualitativa pautada em análise de conteúdo, mostra a contribuição do ensino de Matemática para a formação cidadã de alunos da 7ª classe na cidade de Quelimane. Sustenta que as limitações das práticas interdisciplinares com vistas à formação do cidadão demandam a atuação do professor na educação básica como possibilidade de acesso aos direitos fundamentais.
O artigo subsequente, “O fenômeno da imigração e as barreiras da linguagem em Não foi fácil, de Jose Clemente Pozenato”, produzido por Francisco Pereira Smith Júnior e Luane Oliveira Sales, analisa a obra de Pozenato (2002), cuja temática é a migração italiana para o Sul do Brasil, pontuando, a partir dos instrumentais da análise do discurso, fenômenos, como o discurso ideológico e político; a ideia de o imigrante ser um desterritorializado e de viver na condição de subalterno; o choque cultural e linguístico, bem como temas voltados à identidade e ao hibridismo.
“Da criminalização à patrimônio cultural: uma análise da história da capoeira no Brasil”, de Luiz Fernando Carneiro Guimarães, Eugénia da Luz Silva Foster e Elivaldo Serrão Custódio, aponta interessante discussão sobre a trajetória da Capoeira desde a diáspora africana até os dias atuais. A pesquisa de caráter historiográfico compreende a Capoeira como uma expressão afro-brasileira marcada, principalmente, por sua africanidade, corporeidade multidimensionalidade, historicidade e (i)legalidade, o que influenciou para que ela fosse levada da criminalização pelo Código Penal em 1890 a patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO em 2014.
Subsequentemente, o artigo “Fundamentos epistemológicos da ‘família em processo de mudança’ na sociedade contemporânea: conceitos e características”, de Fernando de Almeida Silva e Rafael Cerqueira Fornasier, revisa o universo de significados e características que constituem a tessitura conceitual de família, as mudanças socioculturais que a afetaram e a jurisprudência dos novos arranjos no Brasil, estabelecendo, como itinerário metodológico, a visão bioecológica de Urie Bronfenbrenner, ecopsicológica de M. Petzold e relacional de Pierpaolo Donati.
O artigo “Instituições de Educação Superior: entre a racionalidade substantiva e a econômica, de Sergio Marcus Nogueira Tavares, põe em relevo os novos tipos organizacionais que passaram a ocupar o campo da Educação a partir das reformas realizadas no Ensino Superior na década de 1990.Com a possibilidade de operação de instituições com finalidade lucrativa, o setor passa a atuar sob a égide de duas racionalidades distintas, segundo a teoria weberiana, uma substantiva, voltada a princípios ético-valorativos e outra, formal ou econômica. A partir dessa exploração teórica, compreende-se a nova dinâmica empreendida de governança no setor privado, destacando alguns aspectos e conflitos vivenciados que a qualificam nesse quadro que se estabelece.
O texto “Capacitação para a compreensão do Transtorno do Espectro Autista: público-alvo e seus interesses, de Rosangela Pereira, Lucelmo Lacerda e Eliane Alcântara Teixeira, aborda o Transtorno do Espectro Autista, uma condição que traz fortes desafios para as práticas inclusivas, entre os quais a formação para a compreensão do fenômeno. Parte-se da pergunta: “Quem é o contingente participante de cursos de formação sobre autismo e por que motivações? ” Com metodologia quantitativa, a partir de questionário aplicado a trezentos e nove participantes da cidade de São Sebastião-SP, a pesquisa aponta deficiência nos currículos universitários e das redes de ensino nessas formações.
Finalizando a coletânea de artigos, o texto “Retratos do Patrimônio Arquitetônico Neoclássico Brasileiro: a Casa de Frontaria Azulejada de Santos e proximidades visuais”, de Claudio Walter Gomez Duarte, Juliana Figueira da Hora e Marília Gomes Ghizzi Godoy, retrata a Casa de Frontaria Azulejada, de Santos, símbolo icônico e patrimônio arquitetônico neoclássico brasileiro datado de 1865, notadamente com o recorte de sua fachada, para um estudo de caso tributário das antigas paisagens e marcas do urbanismo. Ao comparar com outros edifícios de Santos (Antiga Alfândega de Santos), do Rio de Janeiro (Academia Imperial de Belas Artes), de Recife (Academia Pernambucana de Letras) e de Gerasa (Arco de Adriano), a pesquisa revela correspondências de conteúdos que traduzem os traços neoclássicos dos movimentos arquitetônicos brasileiros.
Esta edição apresenta, ainda, o resumo da dissertação de Audrey Cristina Barbosa, mestre no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Santo Amaro. “Da sala de aula ao palco: formação profissional em Teatro e Mostra de Teatro Estudantil do Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP (2019)” traz reflexões sobre a potência do teatro estudantil a partir da análise de três peças apresentadas na I Mostra de Teatro Estudantil do Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP em 2019: Trágico Bicho Homem, O Despertar dos caracóis logo após as tempestades artificiais e O Padre do Balão, a fim de observar o perfil do teatro estudantil em São Paulo e a maneira como festivais e mostras auxiliam no processo educacional em Teatro. Propostas estéticas, conflitos, formas de encenações colhidos em materiais empíricos como vídeos das peças, notícias publicadas na mídia impressa ou digital, espetáculos são utilizados para análise.
Seguramente, os textos que se apresentam nesta edição da revista vislumbram contribuir, de maneira ampliada e profunda, para enriquecer o debate em torno de temáticas emergentes nas Ciências Humanas. Aproveitamos o ensejo para agradecer aos autores e desejar aos leitores excelente fruição.
Editorial é assinado pela professora doutora Maria Auxiliadora Fontana Baseio
Rafael Lopes de Sousa
Editor de Veredas

Publicado: 2022-06-24

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