TRATAMENTO ENDOSCÓPICO DA NEOPLASIA GÁSTRICA PRECOCE.

Autores

Palavras-chave:

Neoplasias Gástricas, Ressecção Endoscópica de Mucosa, Ressecção Endoscópica de Submucosa, Endoscopia, Stomach Neoplasms, Endoscopic Mucosal Resection, Endoscopic Submucosal Resection, Endoscopic.

Resumo

OBJETIVO: O câncer gástrico precoce (CGP) é definido como carcinoma gástrico, cuja invasão se estende até a camada submucosa, com ou sem metástase linfonodal, sendo irrelevante o tamanho da lesão. Em 5 anos, a sobrevida dos tumores restritos à mucosa está entre 92 e 99% e ao atingirem a submucosa varia de 85 a 93%. Reunir informações a respeito do CGP e as possíveis abordagens terapêuticas endoscópicas.

MÉTODOS: Trata-se de revisão em que foram selecionados artigos por meio das bases de dados PubMed e Google Acadêmico, entre os anos de 2017 e 2021, nos idiomas inglês e português.

CONCLUSÃO: Apesar do tratamento padrão ouro para o CGP ser a gastrectomia com linfadenectomia, a ressecção endoscópica tornou-se a abordagem de escolha por apresentar resultados comparáveis à cirurgia convencional, reduzir a morbimortalidade, possuir baixos índices de complicações, baixo custo e preservar a qualidade de vida do paciente. Há duas técnicas possíveis: ressecção endoscópica de mucosa (EMR) e dissecção endoscópica de submucosa (ESD). Ao compará-las, a EMR não é indicada para ressecar lesões superiores a 2cm, por elevar o risco de recorrência local. Por sua vez, a ESD possui maiores taxas de ressecção em bloco de lesões maiores. Entretanto, está associada a maiores índices de perfuração e tempo de procedimento mais longo. O seguimento é definido a partir da classificação da lesão no índice de curabilidade endoscópica (eCura) A, B ou C. O tratamento endoscópico para o CGP substituiu a cirurgia convencional por ser um método minimamente invasivo e promover diversas vantagens.

DESCRITORES: Neoplasias Gástricas, Ressecção Endoscópica de Mucosa, Ressecção Endoscópica de Submucosa, Endoscopia.

ABSTRACT

OBJECTIVE: Early gastric cancer (PGC) is defined as gastric carcinoma, which invades up to the submucosal layer, with or without lymph node metastasis, regardless of the size of the lesion. The 5-year survival rate for tumors restricted to the mucosa is between 92 and 99%, and when they reach the submucosa, it varies from 85 to 93%. The objective is to gather information about PGC and possible endoscopic therapeutic approaches.

METHODS: In this review, articles were selected through the PubMed and Google Scholar databases, between the years 2017 and 2021, in English and Portuguese.

CONCLUSION: Although the gold standard treatment for PGC is gastrectomy with lymphadenectomy, endoscopic resection has become the approach of choice as it presents results comparable to conventional surgery, in reducing morbidity and mortality, with low complication rates and low cost, as well as preserving the quality of life of the patient. There are two possible techniques: endoscopic mucosal resection (EMR) and endoscopic submucosal dissection (ESD). When comparing the two techniques, EMR is not indicated for resecting lesions larger than 2 cm, as it increases the risk of local recurrence. In turn, ESD has higher rates of en bloc resection of larger lesions, however, it is associated with higher perforation rates and a longer procedure time. Follow-up is defined based on the classification of the lesion according to the endoscopic curability index (eCure) A, B, or C. Endoscopic treatment for PGC has replaced conventional surgery as it is a minimally invasive method and has several advantages.

DESCRIPTORS: Gastric Neoplasms, Endoscopic Mucosal Resection, Endoscopic Submucosal Resection, Endoscopy.

 

Publicado

2022-02-27

Edição

Seção

Artigos de Revisão Sistemática, Metanálises e Narrativa